Jejum intermitente funciona?

De verdade, como já falei, cada um se adapta melhor a uma ou outra dieta. Uns gostam de comer a cada duas horas, outros gostam de fazer low-carb, outros seguem a contagem de calorias. Eu optei pelo jejum intermitente.

Por que você optou pelo jejum intermitente, Dr. Dilema? Simples, foi a dieta que deu certo para mim. Por quê, Dr. Dilema?

Vou te explicar. Até engraçado. Como você sabe, pratico esporte desde meus vinte anos, quando parei de fumar. Na época, fumava de dois a três maços de cigarro por dia: uma loucura.

Então, com tanta fumaça no meu pulmão, na minha garganta e boca, mal sentia o gosto dos alimentos. Comia mal, era redondinho, não gordo, cheiinho, e odiava transpirar. O típico sedentário. Ah! Esqueci: também bebia. Cerveja, muita cerveja.

Quando parei de fumar, comecei a correr. Corria diariamente, todas as semanas, praticamente o mês inteiro. Dez quilômetros vezes trinta dias, dava trezentos quilômetros por mês. Quase ia de São Paulo ao Rio de Janeiro correndo, todos os meses. Óbvio que emagreci. E daquela época até a primeira gravidez da mãe das minhas filhas, não engordara uma grama.

No entanto, a mãe das meninas comeu como uma condenada nas gravidezes. Eu a acompanhava. Entretanto, depois dos partos, ela emagrecia tudo que engordara, e eu ficava com gordurinhas e quilinhos a mais. Permaneci assim até minha primeira maratona, dois anos depois. Nos treinos da primeira maratona, eu corria dezesseis quilômetros por dia, seis vezes por semana. Emagreci pouco, pois comia muito. Daí veio o golpe de misericórdia: a fome era tal que comecei a comer de madrugada. Isso mesmo, abria a geladeira na pior hora do dia. Não engordei, também não emagreci, mesmo com o volume dos treinos.

Inconformado, passei por sete nutricionistas, e todas falavam a mesma coisa: “Dr. Dilema, você precisa parar de comer na madrugada.” Pensa ser fácil, eu retrucava. O argumento delas era unânime: eu comia mal de dia, por isso sentia fome na madrugada.

Foram anos e anos me empanturrando de comida pelas madrugadas. Não sei explicar, mas, quando adotei o regime intermitente, nunca mais fui à cozinha de madrugada. Além disso, emagreci oito quilos.

De verdade, não foi só o jejum intermitente que fez eu perder o peso, passei a controlar comidas que me fazem mal, principalmente doces e frituras. Creio que tudo ajudou.

Então, no meu caso o jejum intermitente funcionou. Para outros não dá certo: vai de cada um. 

Publicado por jony1818

Sou coach, psicodramatista, triatleta e maratonista

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