Não se sabote

Já parou para pensar do porquê você se sabota? Quais razões te levam a ter pensamentos negativos e quais razões são as que te levam a tomar decisões erradas?

A autossabotagem. Isso mesmo. Por décadas observei as pessoas e a mim mesmo sobre o tema da autossabotagem. Há muitas respostas. No entanto, cada um de nós sabemos exatamente as repostas que mais se encaixam nas nossas vidas.

Uma das alternativas é que gostamos do ruim. Sim, aceitamos o ruim como algo bom. Poderíamos enumerar alguns motivos: ruim com ele, pior sem; medo do desconhecido; esse é o meu destino, preciso carregar tal coisa ruim porque me foi atribuída; só sei fazer isso ou assim. Se continuarmos pensando, outros argumentos aparecerão. Sugiro que faça o seguinte exercício: uma vez por semana, escreva num caderno o que é ruim na sua vida e do porquê não o abandona.

Porém, como estamos em um blog que se dedica ao bem-estar, incluindo as atividades físicas, vamos a esse tema:

Por que me saboto ao iniciar minha atividade física?

Como assim, Jony, me saboto?

Vamos a exemplos: seu médico te recomenda iniciar atividade física, aeróbica. Ele te recomenda começar com caminhadas, curtas, de no máximo quarenta minutos e passadas pequenas. O que você faz? Depois do sucesso da primeira semana, começa também a correr. Não muito, pois não está preparada, mas intervala sua caminhada com a corrida. Daí, eufórica, conta seu feito a um amigo, atleta. Ele recomenda você ir com calma, e, caso queira implementar a corrida, faça só dez por cento do tempo, o restante, ande. Você dá razão a ele, afinal, está com sobrepeso, já não é uma menina, seus tendões e articulações ficaram sem uso por muito tempo. No entanto, você não ouve seu amigo e aumenta tanto a quantidade da corrida como a intensidade. Resultado: dor na lombar, uma semana na cama, tomando Tramadol.

Outro exemplo é a pessoa multiatleta. O indivíduo faz natação há anos. Não é um nadador profissional, mas sabe nadar bem. Todavia, em vez de ir com calma, passo a passo, devido ao sobrepeso e a idade, ele nada exaustivamente o estilo golfinho. Com isso, a lombar começa incomodar. O nadador não dá atenção e, para piorar, resolve jogar tênis: um esporte que não faz há anos e que força em demasia as costas. O dorso trava. Dois dias, deitado, Tramadol, e o falso atleta volta à ativa. Agora, além da natação e do tênis, ele foi convidado a participar de uma equipe amadora de basquete. Topa na hora. O corpo, insatisfeito com a decisão do seu dono, reclama. Ele não dá atenção. Então vem a hérnia de disco, na L3, L4, L5. Por seis meses, o indivíduo não poderá fazer esporte algum.

Será que nesses dois exemplos, as pessoas sabiam das consequências. Óbvio que sim. Por que elas insistiram? A resposta é simples: autossabotagem.

Portanto, minhas amigas e meus amigos, deem ouvido ao seu consciente e inconsciente e não se sabotem. As consequências são ruins.

Tenham um bom dia!  

Publicado por jony1818

Sou coach, psicodramatista, triatleta e maratonista

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: